Mourinho: "No Real Madrid, ganhar é algo normal"

José Mourinho lembrou aos jogadores que, neste clube, ganhar é uma expectativa normal, e afirmou que o Real Madrid tem "um balneário feliz, onde se ouve música horrível".

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Mourinho: "No Real Madrid, ganhar é algo normal"

José Mourinho lembrou aos jogadores que, neste clube, ganhar é uma expectativa normal, e afirmou que o Real Madrid tem "um balneário feliz, onde se ouve música horrível".

Os merengues venceram no sábado por 3-0 o Valencia, que jogou reduzido a 10 jogadores, e igualaram em pontos o Barcelona, líder da LaLiga. Depois da derrota com o Atlético Madrid a 20 de setembro, os merengues venceram os últimos oito jogos em todas as competições, e os golos da vitória foram apontados por Federico Valverde, Arda Güler e Kylian Mbappé.

Satisfeito com a forma e a união da equipa, Mourinho sublinhou que os jogadores têm consciência das elevadas expectativas que existem no clube. "O que realmente me deixa feliz é que nunca nos entregámos ao caos; mantivemo-nos sempre calmos. Percebemos por que perdemos com o Atlético e onde podemos melhorar. Vou lutar sempre para manter o equilíbrio nos dias bons. Digo constantemente aos meus jogadores que, numa equipa como o Real Madrid, ganhar jogos não deve provocar euforias loucas. No Real Madrid, ganhar já deve ser normal. Vejo um balneário feliz, com música alta e horrível. Quando perdemos, surge a possibilidade de nos deixarmos levar pelo caos lá fora e de isso passar para os adeptos; mas nós, cá dentro, estamos totalmente calmos", afirmou o treinador português.

Com este resultado, Mourinho chegou à 97.ª vitória na LaLiga ao comando do Madrid. Na história do clube, apenas três treinadores tinham alcançado a marca das 100 vitórias no campeonato. Com 126 jogos disputados na LaLiga, o experiente treinador apresenta uma percentagem de vitórias de 77%, a mais alta entre os treinadores com 100 ou mais jogos no campeonato.

Mourinho, cujo Madrid defrontará o Celta Vigo depois da pausa internacional, acrescentou que a ida dos jogadores às seleções é sempre motivo de preocupação: "Isto preocupa-me. Se os jogadores ficassem comigo e com a minha equipa técnica, teríamos um cuidado muito especial com os processos de recuperação. Mas vão para as seleções. Nunca treinei uma seleção, mas imagino que os meus colegas queiram dar treinos. Só que estes futebolistas não precisam agora de treino intenso, precisam de descanso. É preciso ter muita atenção aos processos de regeneração."