Relatório Global de Transferências 2025: recorde de USD 13,08 mil milhões no masculino; feminino sobe 83,6%
O Relatório Global de Transferências 2025 da FIFA mostra que as verbas das transferências internacionais masculinas subiram 52,3%, para um recorde de USD 13,08 mil milhões em 24.558 transferências; no feminino, cresceram 83,6%, para USD 28,6 milhões.
A FIFA publicou este relatório a 29 de janeiro de 2026; os números referem-se ao ano civil de 2025.
Os clubes gastaram um recorde de 13,08 mil milhões de USD em verbas de transferências internacionais no futebol profissional masculino em 2025, mais 52,3% do que os 8,59 mil milhões de USD registados em 2024, segundo o Relatório Global de Transferências 2025 da FIFA, publicado a 29 de janeiro de 2026. O número de transferências internacionais atingiu também um novo máximo de 24.558, mais 7,7% do que o recorde anterior, fixado um ano antes, e a proporção de transferências com verba envolvida subiu para um recorde de 17,7%. O relatório abrange as transferências concluídas no ano civil de 2025 e não inclui dados sobre comissões de agentes ou intermediários.
O futebol profissional feminino bateu os seus próprios recordes: os gastos em transferências internacionais subiram 83,6%, para 28,6 milhões de USD, com 2.440 transferências concluídas (mais 6,3%), 11,8% delas com verba.
Os principais números do relatório
- Verbas de transferência no masculino: 13,08 mil milhões de USD (+52,3% face a 8,59 mil milhões de USD em 2024)
- Transferências internacionais no masculino: 24.558 (+7,7%), envolvendo 5.283 clubes
- Transferências com verba: 17,7% de todas as transferências masculinas, uma proporção recorde
- Percentagens sobre futuras vendas no masculino: 3.841 transferências, 52,2% dos negócios elegíveis, percentagem média de 21,5%
- Verbas de transferência no feminino: 28,6 milhões de USD (+83,6%), em 2.440 transferências (+6,3%)
- Transferências de amadores: 59.162 (+9,4%), envolvendo 25.500 clubes
Para onde foi o dinheiro
Um pequeno grupo de negócios impulsionou o total masculino. As transferências com verbas superiores a 20 milhões de USD representaram apenas 3,8% das transferências pagas, mas corresponderam a 48,5% dos gastos mundiais. A maior parte das verbas eram montantes fixos (10,88 mil milhões de USD, ou 83,1%), com os pagamentos condicionais a acrescentarem 2,10 mil milhões de USD (16,0%) e as cláusulas de rescisão 0,11 mil milhões de USD (0,8%).
As transferências definitivas representaram 94,6% de todas as verbas, apesar de corresponderem a apenas 18,5% das mudanças; 62,5% das transferências envolveram jogadores em fim de contrato. As cláusulas de percentagem sobre futura venda continuaram a generalizar-se: 3.841 transferências incluíram uma, pouco mais de metade de todas as transferências definitivas e empréstimos, com uma média de 21,5% de uma verba futura (contra 22,2% em 2024).
As cinco maiores transferências internacionais do ano tiveram todas compradores ingleses: Florian Wirtz (do Bayer Leverkusen para o Liverpool), Hugo Ekitike (do Eintracht Frankfurt para o Liverpool), Benjamin Šeško (do RB Leipzig para o Manchester United), Nick Woltemade (do VfB Stuttgart para o Newcastle United) e Martín Zubimendi (da Real Sociedad para o Arsenal). O relatório não divulga as verbas individuais.
Inglaterra domina, Arábia Saudita mantém-se no top 5
Os clubes da UEFA gastaram 10,72 mil milhões de USD, mais de 80% do total mundial, contra 6,96 mil milhões de USD em 2024. Só os clubes ingleses gastaram 3,82 mil milhões de USD, mais do dobro dos 1,88 mil milhões de USD de 2024, seguidos da Alemanha (1,28 mil milhões de USD), Itália (1,20 mil milhões de USD), França (953,4 milhões de USD) e Arábia Saudita (906,9 milhões de USD). A AFC foi a segunda confederação que mais gastou, com 1,21 mil milhões de USD (9,3%).
Do lado das receitas, os clubes ingleses encaixaram 1,77 mil milhões de USD, à frente de França (1,71 mil milhões de USD), Alemanha (1,49 mil milhões de USD), Itália (1,10 mil milhões de USD) e Espanha (929,1 milhões de USD). O fluxo de transferências mais valioso foi o da Alemanha para Inglaterra: 51 mudanças no valor de 1,04 mil milhões de USD, seguido de França para Inglaterra (66 mudanças, 718,1 milhões de USD). Manchester City, Liverpool e Chelsea lideraram a tabela de gastos dos clubes da UEFA, sendo o Newcastle United (19.º, subida de 309 lugares) o que mais subiu. O Fenerbahçe (16.º) e o Galatasaray (17.º) foram os únicos clubes de fora das «cinco grandes» ligas no top 20.
Jogadores, idades e contratos
Os jogadores representaram 186 nacionalidades, contra 176. Os brasileiros foram os mais transferidos (2.326), à frente de Argentina (1.207), França (1.185), Nigéria (1.090) e Reino Unido (1.057). Em termos de verbas, os jogadores franceses atraíram mais dinheiro, com 1,67 mil milhões de USD, seguidos dos brasileiros, com 1,21 mil milhões de USD.
O escalão dos 18-23 anos gerou mais transferências (10.612), 22,5% delas com verba, enquanto os jogadores entre os 24 e os 29 anos obtiveram a verba média mais alta, de 3,3 milhões de USD. Os contratos tiveram uma duração média de 19,5 meses e a mediana da remuneração fixa anual ficou ligeiramente abaixo dos 29.000 USD; apenas 4,3% das transferências ofereceram mais de 1 milhão de USD por ano.
Futebol feminino: verbas em alta, salários a subir
No futebol feminino, 135 clubes pagaram verbas e 155 receberam-nas, ambos novos máximos, e a verba média subiu para 99.600 USD, face a 78.200 USD. Os clubes ingleses gastaram 11,0 milhões de USD, à frente dos Estados Unidos (7,9 milhões de USD) e de França (2,7 milhões de USD); os clubes norte-americanos foram os que mais receberam, com 5,0 milhões de USD. As cinco maiores transferências foram as de Onema Geyoro, Alyssa Thompson, Lizbeth Ovalle, Naomi Girma e Tarciane.
A mediana do salário fixo anual acordado nas transferências internacionais femininas foi de 19.800 USD, e 21,7% das jogadoras ganharam mais de 50.000 USD por ano, contra 17,4%. Pela primeira vez, houve contratos acima de 1 milhão de USD em remuneração fixa anual.
O prefácio assinala que 2025 foi o primeiro ano ao abrigo do Quadro Regulamentar Provisório da FIFA, introduzido após o acórdão Diarra. «Os números refletidos neste relatório demonstram que este objetivo foi amplamente alcançado», escrevem Emilio García Silvero e Jan Kleiner.