Liverpool 0-1 Arsenal: Havertz acaba com a maldição de Arteta em Anfield

Kai Havertz deu ao Arsenal a vitória por 1-0 sobre o Liverpool, a primeira para a Premier League em Anfield em 14 anos, e a liderança à frente do Manchester City.

fmag.tr 4 minutos de leitura
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Liverpool 0-1 Arsenal: Havertz acaba com a maldição de Arteta em Anfield

Kai Havertz foi o herói da vitória do Arsenal por 1-0 sobre o Liverpool, que valeu à equipa o primeiro triunfo para a Premier League em Anfield em 14 anos e lhe permitiu ultrapassar o Manchester City e assumir a liderança da classificação.

Havertz encostou para a baliza o cruzamento de Rice aos 16 minutos, tornando-se o melhor marcador alemão da história da Premier League e dando à equipa de Mikel Arteta uma vantagem que não voltaria a perder.

Florian Wirtz acertou na trave e Alexis Mac Allister desperdiçou uma soberana oportunidade de cabeça, mas o Liverpool foi perdendo gás com o decorrer do encontro e acabou por não acertar na baliza em nenhum dos seus 17 remates.

O Arsenal tem agora três pontos de vantagem sobre o City no topo da tabela, enquanto o Liverpool, em quinto lugar, está a nove pontos do líder.

Não houve qualquer sinal de ressaca no Arsenal após a derrota a meio da semana frente ao Fleetwood Town na EFL Cup, com a equipa a entrar em campo a todo o gás.

Um passe displicente de Alisson na saída de bola ofereceu a posse aos Gunners e, depois de Bruno Guimarães a ter feito chegar a Noni Madueke na direita, Declan Rice apareceu por fora e fez um cruzamento milimétrico que Havertz não podia desperdiçar.

O Arsenal teve muita sorte em não sofrer uma grande penalidade quando Jurriën Timber puxou a camisola de Alexander Isak, no momento em que o sueco se preparava para desviar para a baliza o cruzamento de Bradley Barcola, embora Havertz tenha estado perto do segundo golo quando se lançou de carrinho e falhou o cruzamento de Guimarães.

Depois de um ressalto feliz em Ezri Konsa ter salvado David Raya, pressionado por Isak, Cody Gakpo viu outro pedido de grande penalidade ser ignorado, com a baliza do Arsenal já completamente sitiada.

E os Gunners escaparam por duas vezes no final da primeira parte, com um livre de Wirtz a abanar a trave e Mac Allister a cabecear por cima quando estava completamente sozinho.

Isak rematou torto, ao lado do primeiro poste de Raya, na primeira oportunidade do Liverpool na segunda parte, mas o ritmo do jogo baixou à medida que o Arsenal se fechava num bloco rígido. E, perante a falta de pontaria da equipa de Andoni Iraola, foi o Arsenal quem esteve mais perto de marcar o golo da tranquilidade.

No regresso após lesão, Christos Tzolis viu um passe atrasado ser cortado por Jérémy Jacquet quando Martin Ødegaard se preparava para empurrar para a baliza, e o grego viu mais tarde um remate rápido e colocado ser desviado por Alisson para fora, junto ao poste.

O Liverpool lançou mais jogadores para o ataque na fase final, mas nunca chegou a pôr verdadeiramente Raya à prova, e Arteta pôde celebrar uma vitória enorme.

Arteta quebra a maldição de Anfield e Liverpool entra para a história pelas piores razões

O Arsenal tem-se habituado a desbravar novos territórios sob o comando de Arteta, mas Anfield era uma das últimas fronteiras que o espanhol ainda tinha por conquistar como treinador na Premier League.

De facto, os Gunners chegaram a Anfield sem vencer nas últimas 13 visitas para a Premier League, desde um triunfo por 2-0 em setembro de 2012 (5E 8D), igualando a sua mais longa série no campeonato naquele estádio, e seis dessas deslocações tinham acontecido já com Arteta (3E 3D).

A anterior série de 13 jogos sem vencer do Arsenal no lado vermelho de Merseyside foi quebrada de forma memorável, com uma vitória na última jornada que garantiu o título da First Division em 1988-89.

Mas o Arsenal não teve a vida facilitada depois do golo de Havertz, o seu 46.º na Premier League, com o qual superou İlkay Gündoğan (45) como o jogador alemão mais concretizador da competição.

O Liverpool somou 28 toques na área do Arsenal ao longo da primeira parte, o registo mais elevado desde que há dados (desde 2008-09) de qualquer equipa na primeira parte de um jogo da Premier League frente ao Arsenal.

No entanto, os Reds não conseguiram converter essa pressão em golo e, pela primeira vez desde que há registos (desde 2003-04), não fizeram qualquer remate enquadrado num jogo da Premier League em casa, naquele que foi o seu 442.º jogo de campeonato em Anfield nesse período.