Chelsea 2-0 Manchester United: Carrick por um fio após a expulsão de Lisandro Martínez
O tempo de Michael Carrick no comando do Manchester United poderá ter chegado ao fim após uma desoladora derrota por 2-0 em Stamford Bridge, com Lisandro Martínez expulso.
O tempo de Michael Carrick no comando do Manchester United poderá muito bem ter chegado ao fim, após uma desoladora derrota por 2-0 frente ao Chelsea em Stamford Bridge, num jogo em que Lisandro Martínez foi expulso.
Carrick parecia ter os dias contados no início desta semana, depois das pesadas derrotas do United frente ao Como e ao Bournemouth, mas manteve-se no cargo para o encontro de sábado da Premier League, decidido pelos golos de Morgan Rogers e Cole Palmer.
Na verdade, o United foi a melhor equipa na primeira parte, criando oportunidades no valor de 1,09 golos esperados (xG), contra 0,28 xG do Chelsea.
Bruno Fernandes, de regresso ao onze inicial depois de ter começado no banco frente ao Bournemouth na sequência das críticas abertas que fez às opções táticas de Carrick, desperdiçou a melhor dessas oportunidades ao atirar por cima no final de um rápido contra-ataque.
Pouco antes, Estêvão tinha visto um golo ser anulado por fora de jogo, e o United sofreu o mesmo destino quando Matheus Cunha encostou para a baliza na sequência de um cabeceamento de Harry Maguire.
Moisés Caicedo desviou para o poste na sequência de um canto do Chelsea, e Amad Diallo e Pedro Neto ainda desperdiçaram grandes oportunidades antes do intervalo, mas não houve quaisquer sinais positivos para o United após o descanso.
Menos de cinco minutos depois do reatamento, a defesa do United deu toda a liberdade a Rogers, que arrancou pelo meio-campo e entrou na área antes de picar a bola com classe por cima de Senne Lammens.
A frustração do United agravou-se depois com um momento de loucura de Martínez.
O argentino tinha acabado de ver o cartão amarelo por uma falta sobre Rogers quando atingiu Wesley Fofana com o antebraço dentro da área dos visitantes, e o árbitro Peter Bankes, depois de consultar o monitor junto ao relvado, assinalou grande penalidade e expulsou Martínez.
Lammens podia ter feito melhor para travar o penálti de Palmer, e só uma revisão do VAR por fora de jogo impediu Estêvão de fazer o 3-0 pouco depois.
Bryan Mbeumo acertou na barra, antes de Palmer e Valentín Barco desperdiçarem enormes oportunidades na outra baliza nos 10 minutos de tempo de compensação, mas o cenário parece muito sombrio para Carrick.
Sem tréguas para um Carrick sob pressão
O destino de Carrick parece traçado, e esta foi uma segunda parte de arrepiar em pleno Dia das Bruxas para quem é adepto do United.
O xG do United na segunda parte ficou-se por uns meros 0,08, contra 2,33 do Chelsea, e os Diabos Vermelhos estão agora há nove jogos consecutivos sem vencer, algo que não acontecia desde 1988.
A defesa no lance do primeiro golo do Chelsea foi verdadeiramente desastrosa, com Rogers a conseguir conduzir a bola pelo centro do terreno e finalizar sem qualquer oposição.
Rogers é apenas o segundo jogador da Premier League a chegar às 10 participações diretas em golos em todas as competições esta época (seis golos e quatro assistências), depois de Erling Haaland (13). Dar tanto tempo e espaço a um jogador da sua qualidade foi algo incompreensível por parte do United.
Ainda assim, não tão incompreensível como a decisão de Martínez de levantar o braço sobre Fofana, deixando ao árbitro Bankes pouca alternativa que não fosse expulsá-lo e assinalar a grande penalidade. Foi o segundo cartão vermelho do argentino na Premier League em 2026, depois de ter sido expulso frente ao Leeds United em abril.
Palmer avançou para marcar o seu 50.º golo na Premier League, no seu 105.º jogo pelo Chelsea – apenas Jimmy Floyd Hasselbaink (84) e Diego Costa (85) precisaram de menos jogos para atingir essa marca pelos Blues –, e a partir daí não houve mesmo forma de recuperar para uma equipa do United que pareceu desprovida de energia e de ideias.
Estêvão, por sua vez, esteve em grande destaque na oportunidade que teve para impressionar Xabi Alonso. Liderou o jogo em remates (seis), remates enquadrados (três), ocasiões criadas (três – a par de Fernandes, Rogers e Palmer) e dribles (cinco tentados).
O United, por seu lado, não marcou em quatro dos seus nove jogos do campeonato esta época. Apenas o Coventry City (cinco) ficou mais vezes em branco no principal escalão nesta temporada, e os Diabos Vermelhos poderão terminar o dia nos três últimos lugares.