Pierre Sage: «Os cartões foram um reflexo da energia e da combatividade»

O treinador do Crystal Palace, Pierre Sage, garantiu não se queixar dos muitos cartões amarelos vistos frente ao Hoffenheim, sublinhando que foram um reflexo da «energia e combatividade» que os seus jogadores colocaram em campo.

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Pierre Sage: «Os cartões foram um reflexo da energia e da combatividade»

O treinador do Crystal Palace, Pierre Sage, garantiu não se queixar dos muitos cartões amarelos vistos frente ao Hoffenheim, sublinhando que foram um reflexo da «energia e combatividade» que os seus jogadores colocaram em campo.

Com o empate 1-1 frente ao Hoffenheim na Europa League, Sage conseguiu aliviar um pouco a pressão sobre o seu lugar em Selhurst Park.

Depois de o remate de Alexander Prass, ao sétimo minuto, ter chegado às redes apesar da intervenção de Dean Henderson, o Palace parecia encaminhar-se para a quarta derrota nos últimos cinco jogos em todas as competições.

Na procura do empate, a tensão subiu na equipa inglesa: Adam Wharton, Honest Ahanor, Yéremy Pino e Eddie Nketiah viram cartão amarelo num intervalo de apenas sete minutos. Para a equipa da casa, as coisas pioraram ainda mais a 13 minutos do fim.

Wharton viu o segundo cartão amarelo, após uma falta sobre Wouter Burger numa disputa de bola aérea, e foi expulso. O Palace, uma das equipas da Premier League com mais expulsões esta época em todas as competições, somou o terceiro cartão vermelho e passou a partilhar a liderança desse registo com o Manchester United e o Sunderland.

Mas Daichi Kamada apareceu aos 91 minutos para dar o empate ao Palace. Ainda assim, Sage não quer que os cartões se tornem um hábito para a equipa.

O experiente treinador afirmou: «Claro que queremos ver menos cartões, porque precisamos de todos os nossos jogadores em todas as competições. Criou-se uma situação em que, com a energia e a combatividade que colocámos, assumimos o risco de ver alguns cartões. Agora temos de perceber que não podemos cair neste tipo de situações, gerindo melhor o jogo desde o início.»

Sobre o cartão vermelho de Wharton, o treinador disse: «Nunca comento as decisões dos árbitros. Mas foi difícil jogar sem ele. Logo a seguir ao cartão tivemos dificuldades, mas reorganizámo-nos ao passar para uma defesa a quatro.»

Depois de ter perdido com o AEK Larnaca no seu primeiro jogo em casa nas grandes competições europeias, o Palace não voltou a perder nos últimos oito jogos em Selhurst Park (5V, 3E), mas continua a sentir dificuldades no ataque. O golo de Kamada, o quarto nos últimos 12 jogos, foi o primeiro da equipa em casa desde a vitória por 3-1 sobre o Nottingham Forest, a 11 de outubro.

Num jogo em que o Palace gerou apenas 1,05 de golos esperados (xG) em 13 remates, o guarda-redes Henderson evitou que a desvantagem subisse para dois golos, ao negar com uma grande defesa uma clara ocasião de Andrej Kramaric na primeira parte.

Sage comentou: «Teria sido melhor se tivéssemos marcado mais cedo, mas sei que o Dean Henderson nos manteve no jogo com as defesas que fez. Gosto da energia da equipa e de não desistir até ao fim. Este golo chegou num bom momento e até podíamos ter tido uma última oportunidade para vencer o jogo.»

Enquanto a pressão sobre Sage se mantém, o calendário também não facilita a vida ao Palace. Os vermelhos e azuis recebem o Liverpool no domingo. Sobre esse jogo, Sage afirmou: «Primeiro temos de recuperar e preparar o nosso plano de jogo, porque vamos enfrentar uma equipa louca, com jogadores verdadeiramente fantásticos.»